O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova

Capa da Revista Educação

Capa da Revista Educação - Fonte: Google

     O nome original  do manuscrito era “A Reconstrução Educacional no Brasil”, conforme foi publicado na Revista Educação, Editada pela Diretoria Geral de Ensino Paulista, em seu volume VI, números 1-3, de janeiro a março. Segundo Valéria Lamego (1996, p.101) Posteriormente, o texto foi reproduzido pelo jornal carioca Diário de Notícias com outro nome: “Manifesto da Nova Educação ao governo e ao povo”. Mas foi uma iniciativa de Fernando de Azevedo, que consolidou o documento como um manifesto, ao organizar uma publicação na forma de um livro, em 1932, incluindo a expressão dos “manifesto Pioneiros da Educação Nova”.

     Torná-lo um manifesto extremamente Necessário era, pois segundo Carlos Monarcha (1998, p.81), os autores ou signatários “se apresentavam na cena cultural e política como Sujeitos Conscientes, ativos e organizados”, que Abertamente “rejeitavam a tradição”, e se consideravam uma vanguarda da ruptura com o passado nacional.

     Neste momento é importante ressaltar que a década de 30 foi marcada por vários Conflitos que representaram o rompimento com uma tradição e ideais do passado, Entre Os Quais destacar también se a Revolução de 1930 ea Revolução Constitucionalista (ou Guerra Paulista), de 1932, ambas Com o objetivo de derrubar o Governo Provisório de Getúlio Vargas e promulgar uma nova constituição para o Brasil. A educação naquela época era voltada apenas para uma pequena parcela da população e contribuía para uma formação um grupo de trabalhadores intelectualizado. As oportunidades de acesso eo ensino de qualidade Destinados eram apenas a classe dominante. E é este o cenário que o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova foi elaborado, redigido e publicado.

     Ao ser lançado, o documento foi considerado um marco inaugural do projeto de renovação educacional do Brasil e também foi alvo de fortes críticas da Igreja Católica, que naquele contexto era uma forte concorrente do Estado na perspectiva de educar uma população e também tinha sobre o seu Controle A maioria das escolas da rede privada de ensino.

     Além de obrigatória e Detectar uma desorganização do sistema escolar, o Manifesto à propos Elaboração de um Plano Geral de Educação voltado para uma escola única, laica, pública, gratuita, promovendo uma descentralização do ensino ea educação para todos, sem distinção de classe social.

    Os autores afirmam:

“Em nosso regime político, o Estado não poderá, que, decerto impedir, graças à organização de escolas privadas de tipos diferentes, como as classes mais privilegiadas assegurem um seus filhos uma educação de classe Determinada, mas está sem dever indeclinável de não admitir, dentro do sistema escolar do Estado, quaisquer escolas ou classes, a que só tenha acesso uma minoria, por um privilégio exclusivamente econômico. afastada a idéia de monopólio da educação pelo Estado, num país em que o Estado, pela sua situação financeira, não está ainda Condições de assumir um em sua responsabilidade exclusiva, e em que, portanto, se torna estimular necessário, sob sua vigilância, como idoneas Instituições Privadas, se a ‘escola única’ entenderá entre nós, não como uma conscrição precoce arrolando, da escola infantil à universidade, todos os brasileiros e Submetendo-os durante o maior tempo Possível um uma formação Idêntica, para ramificações posteriores em vista de destinos diversos, mas antes como uma escola oficial, única, em que todas as crianças, de 7 a 15 anos, todas ao menos nessa idade que, Sejam confiadas pelos pais à escola pública, tenham uma educação comum, igual para todos. ” ( “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”, 1932).

     O ideal de uma escola integral e única apresentado pelo manifesto, foi criado em oposição ao modelo educacional existente, denominado “tradicional”, e por isso o modelo proposto foi conceituado como uma “nova educação”.

     Este novo modelo educacional apresentado pelos signatários do manifesto, busca humanizar a escola e resgatá-la para Cumprir uma legítima sua Função Social, Desenvolvendo Meios para Garantir o desenvolvimento integral e como é que é oportunidades de educação para todos. E, consoante com esta visão, os signatários propuseram um programa de política educacional diferenciado, de grande alcance, priorizando uma Integração de todos, Selecionando os alunos de suas aptidões acordo com, objetivando uma extinção de todas as Instituições que perpetuam e criam diferenças econômicas e sociais.

     Outras propostas foram: a inclusão de estudos do magistério à universidade, o nivelamento das remunerações e trabalho dos mestres e professores e, principalmente, uma mudança radical nas metodologias e ideologias do cenário educacional, olhando para o aluno como sujeito de seu próprio conhecimento, e não como um ser que apenas recebe informação.

     A partir daí, uma noção da aprendizagem ea valorização começam surgir junto a uma proposta de inserção de metodologias de ensino Baseadas nas etapas que Constituem as Investigações Científicas (observação, pesquisa ea experiência) desde o jardim de infância até a universidade, evitando, durante este percurso, uma distinção entre trabalhadores manuais e intelectuais.

     Nota-se, também o quanto valorizavam os signatários do manifesto de uma ciência, considerando-a como uma Ferramenta potente para forjar um novo pensamento, um novo caminho para reflexão e interação com problemas de cunho econômico e social, contribuindo assim para uma formação de uma população brasileira mais crítica autônoma, analítica, e participativa Capaz de diversas InterAgir com pessoas, situações e, principalmente, com a novidade.

 

Considerações Finais

     Apesar de incorporar vários ideais revolucionários ao manifesto, os autores não conseguiram Criar uma proposta de sistema de organização escolar abrangendo todas as Necessidades do País na área educacional. Entretanto, a Elaboração do manifesto foi um passo importantíssimo para mudanças que viessem a acontecer Fundamentais não posteriormente ambiente escolar, e este mesmo documento redigido em 1932, ainda inspira pensadores da atualidade uma refletirem sobre problemas que existem desde aquela época, mas que ainda são atuais e tendem a serem perpetuados de geração a geração.

Referências

AZEVEDO, F. (Org.) A Recontrução educacional no Brasil: ao povo e ao governo. Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. São Paulo: Nacional, 1932.

LAMEGO, V. A Farpa na lira: Cecília Meireles na Revolução de 30. Rio de Janeiro: Record, 1996.

CUNHA, Marcos Vinicius da. In: Sociedade Brasileira de História da Educação. Revista Brasileira de História da Educação, Campinas: Editora Autores Associados, n.17, 2008. Disponível em: < http://www.sbhe.org.br >. Acesso em: 02 de Novembro de 2009.

Para citar este texto:

CAMPOS, A.C. O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Conversa na varanda, 27 de novembro 2009. Disponível em: http://www.carolcampos.wordpress.com. Acesso em xx xxx. xxxx.

Anúncios

One thought on “O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova

  1. Oi, gostaria de poder ler o texto integral com o manifesto dos pioneiros. Em que livro ou pagina na web eu encontraria esse documento?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s